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terça-feira, 31 de maio de 2011

A relação entre pais e filhos segundo a bondade de Deus



Efésios 6.1-4

Que modelo de paternidade estamos dando aos nossos filhos? Como educar os filhos para serem homens de verdade, e não simples machões? Como corrigir sem agredir?


Direto ao ponto
• Contexto histórico – Quando Paulo escreveu esta carta aos efésios, estava em vigência no Império Romano o regime do pater postestas. O pai tinha o direito absoluto sobre o filho: podia casá-lo, divorciá-lo, escravizá-lo, vendê-lo, rejeitá-lo, prendê-lo, e até matá-lo.

• A revolução hippie – Hoje estamos vivendo o outro extremo. Na década de 60 irrompe com os hippies uma explosão de revolta a toda instituição e autoridade. A autoridade dos pais também foi afetada. A família está acéfala.

• Considerando o assunto – Se o nosso cristianismo não é capaz de mudar o nosso relacionamento com a nossa família, ele está falido. É impossível ser um jovem fiel, abençoado, cheio do Espírito sem obedecer os pais. Ilustração: Mahatma Gandi: “Você é do tipo que me entoa canções, mas não obedece os meus ensinamentos”.

I.O DEVER DOS FILHOS COM OS PAIS – V. 1-3
• O apóstolo menciona três motivos que devem levar o filho a ser obediente aos pais.

1. A natureza – v. 1 – “Filhos obedecei a vossos pais… pois isto é justo”
• Obediência dos filhos aos pais é uma lei da própria natureza, é o comportamento padrão de toda a sociedade. Os maralistas pagãos, os filósofos estóicos, a cultura oriental (chineses, japoneses e coreanos), as grandes religiões como Confucionismo, Budismo e Islamismo defendem essa bandeira.
• A desobediência aos pais é um sinal de decadência moral da sociedade e um sinal do fim dos tempos – Rm 1:28-30; 2 Tm 3:1-3.

2. A lei – v. 2-3 (Ex 20:12; Dt 5:16)
• Honrar é mais do que obedecer – Os filhos devem prestar não apenas obediência, como também amor, respeito e cuidado pelos pais. É possível obedecer sem honrar. Ilustração: o irmão mais velho do filho pródigo. Filhos que não cuidam dos pais na velhice. Filhos que trazem flores para os pais depois que morrem.
• Honrar pai e mãe é honrar a Deus – Lv 19:1-3 – A desonra aos pais era um pecado punido de morte (Lv 20:9; Dt 21:18-21). Resistir a autoridade dos pais é insurgir-se contra a autoridade do próprio Deus. Ilustração: O seminarista Milton Ribeiro – queria ir para o seminário. Seu pai não deixou. Orou. Deus mudou o coração do pai. Ver ainda Gn 37:13.
• Honrar pai e mãe traz benefícios – Ef 6:2-3 –
a) Prosperidade – No Velho Testamento as bênçãos eram terrenas, temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo.
b) Longevidade – Um filho obediente livra-se de grandes desgostos. Vejamos por exemplo algumas coisas importantes: 1) Ouvir os pais – Quantos desastres, casamentos, perdas, lágrimas e mortes não teriam acontecido se os filhos escutassem os pais. Exemplo: Sansão; 2) Ter cuidado com as seduções – (Pv 1:10) – drogas, sexo, namoro, abandono da igreja e amigos;




3. O Evangelho – v. 1 – “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor”.
• Cl 3:20 fala que os filhos devem obedecer aos pais em tudo. Mas Ef 6:1 equilibra dizendo que devem obedecer no Senhor.O que Paulo está ensinando? Os filhos devem obedecer aos pais porque eles são servos de Cristo. Eles devem aos pais por causa do relacionamento que eles têm com Cristo.
• Em Cristo a família é resgatada à plenitude do seu propósito original. Nossos relacionamentos familiares são restaurados porque estamos no Senhor. Porque estamos em Cristo, nossos relacionamentos são purificados do egocentrismo ruinoso. Os filhos aprendem a obedecer os pais porque isto é agradável ao Senhor (Cl 3:20).


II. O DEVER OS PAIS COM OS FILHOS – V. 4

• Paulo exorta os pais não a exercer a sua autoridade, mas a contê-la. Mediante o pátria potestas o pai podia não só castigar os filhos, mas também vender, escravizar, abandonar e até matar seus filhos. Sobretudo, os fracos, doentes e aleijados tinham pouca chance de sobreviver.
• Paulo ensina, entretanto, que o pai cristão, deve imitar outro modelo. A paternidade é derivada de Deus (3:14-15; 4:6). Os pais humanos devem cuidar dos filhos como Deus Pai cuida da família dele.

1. Uma exortação negativa – v. 4 – “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira”.
- A personalidade da criança é delicada e os pais podem abusar de sua autoridade, usando ironia e ridicularização.
- O excesso ou ausência de autoridade provoca ira nos filhos – Ef 6:4
- O excesso ou ausência de autoridade leva os filhos ao desânimo – Cl 3:20.
- Cada criança é uma pessoa peculiar e que precisa ser respeitada nas suas individualidades.
- Os pais podem provocar a ira dos filhos quando:
a) Por excesso de proteção – exemplo da águia.
b) Por favoritismo – Isaque, Jacó
c) Por desestímulo – não consegue agradar os pais
d) Por não reconhecer a diferença dos filhos
e) Por falta de diálogo – Davi e Absalão
f) Por meio de palavras ásperas ou agressão física
g) Por falta de consistência na vida e na disciplina – Pais como espelho.

2. Exortações Positivas – v. 4

2.1. Os pais devem cuidar da vida física e emocional dos filhos – A palavra CRIAR “ektrepho” significa nutrir, alimentar. É a mesma palavra que aparece em (5:29). Calvino traduziu essa expressão como: “Sejam acalentados com afeição”. Hendriksen: “Tratai deles com brandura”. As crianças precisam de segurança, limites, amor e encorajamento. Os filhos precisam não apenas de roupas, remédios, teto, educação, mas também de afeto, amor, encorajamento.

2.2. Os pais precisam treinar os filhos através da disciplina – A palavra DISCIPLIA “paidéia” = treinamento por disciplina. Disciplina por meio de regras e normas, recompensas e se for necessário castigo (Pv 13:24; 22:15; 23:13-14; 19:15). Só pode disciplinar (fazer discípulo) quem tem domínio próprio. Que direito tem um pai de disciplinar o filho se ele mesmo está precisando ser disciplinado.

2.3. Os pais precisam encorajar os filhos através da palavra – A palavra ADMOESTAÇÃO “nouthesia” = educação verbal. Educar por meio da palavra falada. É advertir e estimular.





2.4. Os pais são responsáveis pela educação cristã dos filhos – A expressão “no Senhor” revela que os responsáveis pela educação cristã dos filhos não é a escola nem a igreja, mas os próprios pais. Por detrás dos pais está o Senhor. Ele é o Mestre e o administrador da disciplina. A preocupação básica dos pais não é apenas que seus filhos se lhes submetam, mas que cheguem a conhecer o Senhor e a obedecer-lhe Dt 6:4-8.

A identidade do marido e da esposa, mauro de Souza




Efésios 5.22-23


Existem dois padrões: do mundo e de Deus. Na mundaneidade as mulheres nunca são respeitadas como devem ser, e a família não é importante e agora, querem criar um terceiro sexo, anti-natural, contrário à biologia e à Palavra; nos padrões divinas, homem e mulher são igualmente importantes e a família é fruto do desejo amoroso do Senhor. Varão cuide de seus filhos e da sua esposa, o inimigo está a espreitar.
 

1. Visão geral na História
• Um dos maiores problemas da civilização antiga era o pequeno valor que era dado às mulheres. Elas eram vistas não como pessoas, mas como propriedade do pai e depois do marido.


1.1. Cultura judaica
• Os judeus tinham um baixo conceito das mulheres. Os judeus pela manhã agradeciam a Deus por ele não lhes ter feito: “um pagão, um escravo ou uma mulher.” As mulheres não tinham direitos legais. Elas eram propriedade do pai quando solteiras e do marido quando casadas.
• Na época em que a igreja cristã nasceu, o divórcio era tragicamente fácil. Um homem podia divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo, pelo simples fato da mulher ter colocado muito sal em sua comida, ao sair em público sem véu. A mulher não tinha nenhum direito ao divórcio mesmo que seu marido se tornasse um leproso, um apóstata ou se envolvesse em coisas sujas. “O marido podia divorciar-se por qualquer motivo enquanto a mulher não podia divorciar-se por nenhum motivo.”
• Quando nasceu a igreja cristã, o laço matrimonial estava em perigo dentro do judaísmo.


1.2. Cultura grega
• A situação era pior dentro do mundo helênico. A prostituição era uma parte essencial da vida grega. Demóstenes disse: “Temos prostitutas para o prazer; concubinas para o sexo diário e esposas com o propósito de ter filhos legítimos.” Xenofonte disse: “A finalidade das mulheres é ver pouco, escutar pouco e perguntar o mínimo possível”. Os homens gregos esperavam que a mulher cuidasse da casa e dos filhos, enquanto eles iam buscar prazer fora do casamento.
• Na Grécia não havia processo para divórcio. Era matéria simplesmente de capricho. Na Grécia o lar e a vida familiar estavam próximos de extinguir-se, e a fidelidade conjugal era absolutamente inexistente.


1.3. Cultura romana
• Nos dias de Paulo a situação em Roma era ainda pior. A degeneração de Roma era trágica. A vida familiar estava em ruínas. Sêneca disse que: “As mulheres se casavam para divorciar e se divorciavam para casar.”
• Os romanos ordinariamente não datavam os anos com números, mas com os nomes dos cônsules. Sêneca disse que: “As mulheres datavam seus anos com os nomes de seus maridos.” O poeta romano Marcial nos fala de uma mulher que teve dez maridos. Juvenal fala de uma que teve oito maridos em cinco anos. Jerônimo afirma que em Roma vivia uma mulher casada com seu vigésimo terceiro marido.
• A fidelidade conjugal em Roma estava quase em total bancarrota.
• Paulo escreve Efésios 5:22-33 nesse contexto de falência da virtude e desastre da família. Paulo estava apontando para algo totalmente novo e revolucionário naqueles dias.


1.4. Cultura Atual
• O conceito de família estava confuso hoje. Há confusão de papéis. O novo código civil parece não reconhecer a diferença de papéis. Reconhece-se a legitimidade de relações que a Bíblia chama de adultério. As relações homossexuais estão se tornando cada vez mais aceitáveis. A infidelidade atinge mais de 50% dos casais. O índice de divórcio aumenta assustadoramente. A cultura pós-moderna está voltando às mesmas práticas reprováveis nos tempos primitivos.


I. O PAPEL DA ESPOSA – V. 22-24

1. O que não é submissão
• Submissão não é inferioridade – Devemos desinfetar a palavra “submissão”de seus sentidos adulterados. A mulher não é inferior ao homem. Ela é tão imagem de Deus quanto o homem. Ela foi tirada da costela do homem e não dos pés. Ela é auxiliadora idônea (aquela que olha nos olhos) e não uma escrava. Aos olhos de Deus ela é co-igual ao homem (Gl 3:28; 1 Pe 3:7).
• Submissão não é obediência incondicional – A submissão da esposa ou de cada crente a Jesus é uma submissão absolutamente exclusiva. Todos nós somos servos de Cristo (doulos). Nunca se afirma, porém, que a esposa deva ser escrava ou serva do marido. Nossa relação com Jesus é uma relação de submissão completa, inteira e absoluta. Não é essa a exortação dirigida às esposas. Se a submissão da esposa ao marido implicar na sua insubmissão a Cristo, ela precisa desobedecer ao marido, para obedecer a Cristo.

2. O que é submissão
• É ser submissa ao marido por causa de Cristo – A submissão da esposa ao marido não é igual a Cristo, mas por causa de Cristo. É uma expressão da submissão da esposa a Cristo. A esposa se submete ao marido por amor e obediência a Cristo. A esposa se submete ao marido para a glória de Deus (1 Co 10:31). A esposa se submete ao marido para que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tito 2:3-5).

• A submissão da esposa ao marido é sua liberdade – A submissão não é escravidão, mas liberdade. A verdade liberta. Exemplo: Eu só sou livre quando obedeço às leis do meu país. Um trem só é livre quando corre em cima dos trilhos.

• A submissão da esposa ao marido é sua glória – Efésios 5:24 assim como a glória da igreja é ser submissa a Cristo, assim também com a esposa. A igreja só é bela quando se submete a Cristo. A submissão da igreja a Cristo não a desonra nem a desvaloriza. A igreja só é feliz quando se submete a Cristo. Quando a igreja deixa de se submeter a Cristo ela perde a sua identidade, seu nome, sua reputação, seu poder. A submissão não é a um senhor autoritário, autocrático, déspota e insensível, mas a alguém que a ama ao ponto de dar sua vida.

• A submissão da esposa não é a um tirano, mas a um marido que a ama como Cristo ama a igreja – O cabeça do corpo é o salvador do corpo; a característica da sua condição de cabeça não é tanto a de Senhor quanto a de Salvador.


II. O PAPEL DO MARIDO – V. 25-33
• Se a palavra que caracteriza o dever da esposa é submissão, a palavra que caracteriza o do marido é amor. O marido nunca deve usar sua liderança para esmagar ou sufocar a esposa ou para frustrá-la de ser ela mesma. A ênfase de Paulo não está na autoridade do marido, mas no amor do marido (v. 25,28,33). O que significa ser submisso? É entregar-se a alguém. O que significa amar? É entregar-se por alguém. Assim submissão e amor são dois aspectos da mesmíssima coisa.

1. Os cinco verbos que definem a ação do marido
 
• Amar – O amor de Cristo pela igreja foi proposital, 
sacrificial, santificador, altruísta, abnegado e perseverante.

• Entregar-se – Um amor não egoísta, mas devotado à pessoa amada.

• Santificá-la – O amor visa o bem da pessoa amada.

• Purifica-la – O amor busca a perfeição da pessoa amada.

• Apresentá-la – O amor visa a felicidade plena com a pessoa amada. O casamento judaico tinha quatro etapas: noivado + preparação + procissão + núpcias.

2. O marido deve cuidar da vida espiritual da esposa – v. 25b-27
• O marido é o responsável pela vida espiritual da esposa e dos filhos. Ele é o sacerdote do lar. O marido precisa buscar a santificação da esposa. Deve ser a pessoa que mais exerça influência espiritual sobre ela. Deve ser uma bênção na vida dela (Pv 31).

3. O marido deve cuidar da vida emocional da esposa – v. 28-29

• O marido fére a si mesmo ferindo a esposa. Crisóstomo “O olho não trai o pé colocando-o na boca da cobra”. Mas como o marido cuida da esposa?

• Como o homem deve tratar a sua esposa?
1) Ele não deve abusar dela – Um homem pode abusar do seu corpo, comendo em excesso, bebendo em excesso. Um homem que faz isso é néscio, porque ao maltrar o seu corpo, ele mesmo vai sofrer. O marido que maltrata a esposa é néscio. Ele machuca a si mesmo ao ferir a esposa. Exemplo: Um marido pode abusar da esposa: sendo rude, não dando tempo, atenção, carinho, usando palavras e gestos grosseiros, sendo infiel.
2) Ele não deve descuidar dela – Um homem pode descuidar do seu corpo. E se o faz é néscio e vai sofrer por isso. Exemplo: Se você tiver com a garganta inflamada não pode cantar nem pregar. Todo o seu trabalho é prejudicado. Você tem idéias, mensagem, mas não pode transmití-la. O marido descuida da esposa com reuniões intérminas, com Televisão, com Internet, com roda de amigos. Há viúvas de maridos vivos. Maridos que querem viver a vida de solteiros. O lar é apenas um albergue.
3) O marido deve zelar pela esposa – alimenta e dela cuida – Como o homem sustenta o corpo?
a) A dieta – Um homem deve pensar em sua dieta, em sua comida. Deve tomar suficientes alimentos e tomá-los regularmente. Assim também o marido deveria estar pensando no que ajudará sua esposa .
b) Prazer e deleite – Quando ingerimos nossos alimentos não só pensamos em termos de calorias, ou proteínas. Não somos puramente científicos. Pensamos também naquilo que nos dá prazer. Desta maneira o marido deve tratar a esposa. Ele deve estar pensando no que a agrada. O marido deve ser criativo no sentido de sempre alegrar a agradar a esposa.
c) Exercício – A analogia do corpo exige mais este ponto. O exercício é fundamental para o corpo. O exercício é igualmente essencial para o casamento. É o diálogo. É a quebra da rotina desgastante. A comunicação no casamento é vital = saber ouvir + saber falar + transparência + perdão + verbalizar amor.
d) Carícias – A palavra cuidar só aparece aqui em 1 Ts 2:7. Significa acariciar. O marido precisa ser sensível às necessidades emocionais e sexuais da esposa. 98% das mulheres reclamam da falta de carinho. O marido precisa a aprender a ser romântico, cavalheiro, gentil, cheio de ternura.

4. O marido deve cuidar da vida física da esposa – v. 30

• O marido deixa todos os outros relacionamentos para concentrar-se na sua esposa, ou seja, deve amar a esposa com um amor que transcende todas as outras relações humanas – Ele deixa pai e mãe. Sua atenção se volta para a sua mulher. Seu propósito é agradá-la.

• O marido se une à sua mulher – uma união heterossexual, monogâmica, monossomática e indissolúvel.

• Os dois se tornam uma só carne – O sexo é bom e uma bênção divina na vida do casal. Deve ser desfrutado plenamente em santidade e pureza. 1 Coríntios 7:3-5 e Provérbios 5:15-19 mostram como deve ser abundante essa relação sexual.



Como ser um imitador de Deus




Efésios 5.1-17



• Vivemos dois extremos quando se trata de imitar a Deus: Primeiro, a teologia de que o homem é um semi-Deus. Ele fala e há poder em suas palavras. Ele decreta e as coisas acontecem. Ele ordena o mundo espiritual precisa se colocar em movimento em obediência às suas ordens. Segundo, a teologia de que Deus é um ser um desuso. O mundo secularizado não leva Deus em conta. Explica tudo pela ciência. Não lugar nem espaço para Deus.



• A imitação a Deus é um ensino claro das Escrituras (Mt 5:43-48; Lc 6:35; 1 Jo 4:10,11). Devemos imitar também a Cristo (Jo 13:34; 15:12; Rm 15:2,3,7; 2 Co 8:7,9; Fp 2:5; Ef 5:25; 1 Jo 3:16).

• Paulo argumenta que os filhos são como seus pais. Os filhos aprendem pela imitação. Deus é amor (1 Jo 4:8), por isso os crentes devem andar em amor. Deus é luz (1 Jo 5:8), portanto os crentes devem andar como filhos da luz. Deus é verdade (1 Jo 5:6), por isso os crentes devem andar em sabedoria.



I. ANDAR EM AMOR – v. 1-2
• O crente é um filho de Deus.
• O crente é um filho amado de Deus.
• O crente é comprado por um alto preço

1. Definição: A mímica era a parte mais importante para um orador : Teoria – mímica – prática. Se você quer ser um grande orador, então imita os grandes oradores do passado. Mas se você quiser ser santo, então, imita a Deus.

2. Limites da imitação – Paulo diz que devemos imitar a Deus no amor. Andar em amor denota uma ação habitual. É fazer do amor a principal regra da nossa vida. Esse amor possui duas características distintas:

O perdão – Deus nos amou e nos perdoou (4:32). Assim, também, devemos amar e perdoar (5:1).

O sacrifício (5:2; 1 Jo 3:16). Este amor não é mero sentimento. Ele tudo dá pelo irmão, sem levar em conta nenhum sacrifício por aquele a quem é dedicado. O sacrifício de Cristo foi agradável a Deus no sentido de que satisfez sua justiça e adquiriu para nós eterna e eficaz redenção.



II. ANDAR COMO FILHOS DA LUZ – v. 3-14
• Paulo passa do auto-sacrifício, para a auto-indulgência. A ordem “andai em amor” é seguida da condenação da perversão do amor.
• Os crentes são santos – v. 3-4
• O crentes são reis – v. 5-6
• Os crentes são luz – v. 7-14
• Paulo ao tratar do assunto santidade, menciona os pecados dos quais é preciso fugir (v. 3-4). Os pecados estão ligados a dois grupos: pecados do sexo ( v. 3) e pecados da língua (v. 4).
• Os pecados do sexo não deviam estar presentes na vida dos crentes. A infidelidade conjugal era espantosamente comum nos dias de Paulo. O homossexualismo vinha sendo por séculos admitido como uma normal maneira de proceder. Dos 15 imperadores romanos, 14 eram homossexuais. Havia o templo de Afrodite em Corinto e o templo de Diana em Éfeso. A imoralidade sexual era uma prática comum nesse tempo.
• Os pecados da língua não deviam também estar presentes. Conversação torpe, palavras vãs ou chocarrices não devem fazer parte do vocabulário dos crentes. Palavras obcenas, piadas imorais, mexericos fúteis.

• Porque somos a nova sociedade de Deus, devemos adotar padrões novos, e porque decisivamente nos despojamos da velha vida e nos revestimos da nova vida, devemos usar roupas apropriadas. Agora, Paulo vai acrescentar mais dois incentivos à santidade:

1. A certeza do julgamento – v. 5-7
• Devemos abster-nos da imoralidade, porque nosso corpo foi criado por Deus, é unido a Cristo e a habitado pelo Espírito (1 Co 6:12-20).
• A licenciosidade não convém a santos (Ef 5:3-4).
• Agora Paulo menciona o temor do julgamento. Os imorais podem escapar do julgamento da terra, mas não do juízo de Deus.

a) Não herdarão o Reino de Cristo – v. 5 – O Reino de Cristo é o reino de justiça e será excluída toda injustiça (1 Co 6:9,10; Gl 5:21). Aquele que se entrega ao pecado sexual como uma obcessão idólatra e não se arrepende não pode ser salvo.
b) O engano dos falsos mestres que tentam silenciar a voz de Deus – v. 6 – Muitas pessoas dizem que a Bíblia é reducionista, que o problema não é o pecado, mas a culpa. O mundo acha natural e aplaude o que Deus condena. Mas quem rejeita essas coisas, Jesus não a homens, mas a Deus. Ele contra todas essas coisas é o vingador (1 Ts 4:4-8).

c) A manifestação da ira de Deus sobre os filhos da desobediência – v. 6 – Os filhos da desobediência são aqueles que conhecem a lei de Deus e deliberadamente a desobedecem. Sobre esses vem a ira de Deus agora e na eternidade (Rm 1:24,26,28; Ef 4:17-19).

d) Não sejam participantes com os impuros – v. 7 – Porque o Reino de Deus é justo e a ira de Deus sobrevirá aos injustos, não sejam participantes com eles. Paulo não está proibindo você conviver com essas pessoas, mas ser co-participantes com elas, parceiras de seus pecados. Exemplo: Ló devia sair de Sodoma para não participar da sua condenação.


2.O fruto da luz – v. 8-14
• Três são as responsabilidades decorrentes do conceito de que os crentes são “luz no Senhor”:
a) Eles têm de andar como filhos da luz – v. 8 – Antes não apenas andávamos em trevas, mas éramos trevas. Agora não apenas estamos na luz, mas somos luz. Devemos viver de acordo com o que somos. A luz purifica, a luz ilumina, a luz aquece, a luz aponta direção, a luz avisa sobre os perigos, a luz produz vida.

b) Aqueles que são luz no Senhor devem produzir frutos luminosos – v. 9 – toda bondade, justiça e verdade estão em contraste com a vida impura e lasciva daqueles que são trevas e vivem nas trevas.

c) Os filhos da luz precisam condenar as obras infrutíferas das trevas – v. 11 – Precisamos negativamente não ser cúmplices e positivamente reprová-las, ou seja, desmascarando o que elas são, trazendo-as para a luz.
• As obras das trevas são indizivelmente más – v. 12 – A indústria pornográfica, os estúdios de Holywood explodem em sucesso porque promovem o proibido, escancaram o que é sujo e podre.
• O pecado não pode ficar oculto diante da luz – v. 13
• O versículo 14 é uma conclusão natural. A nossa condição anterior em Adão é vividamente descrita em termos de sono, de morte e de trevas, sendo que Cristo nos liberta de tudo isso. A conversão é nada menos do que despertarmo-nos do sono, ressuscitarmos dentre os mortos, e sermos trazidos das trevas para a luz de Cristo.



III. ANDAR EM SABEDORIA – v. 15-17
• Paulo apresenta várias razões para andarmos de forma sábia: 1) A vida é curta – v. 16a; 2) Os dias são maus – v. 16b; 3) Deus nos deu uma mente – v. 17a; 4) Deus tem um plano para as nossas vidas – v. 17b
• Os versos 15-17 definem o andar da sabedoria em dois pontos:

a) Primeiro, as pessoas sábias tiram o maior proveito do seu tempo –
O verbo “remir” é comprar de volta. Significa aqui tirar o maior proveito do tempo. “Tempo” refere-se a cada oportunidade que passa. Certamente as pessoas sábias têm consciência que o tempo é um bem precioso. Todos nós temos a mesma quantidade de tempo ao nosso dispor: com 60 minutos por hora e 24 horas por dia. As pessoas sábias empregam o seu tempo de forma proveitosa. Ilustração: 

1) Aviso: “PERDIDAS, ontem, nalgum lugar entre o nascer e o pôr do sol, duas horas de ouro, cada uma cravejada com sessenta minutos de diamente. Nenhuma recompensa é oferecida, pois foram-se para sempre!”

2) “RESOLVIDO: nunca perder um só momento de tempo mas, sim, tirar proveito dele da maneira mais proveitosa que eu puder!” 

3) Os gregos representavam a oportunidade como um jovem com asas nos pés e nas costas, com longo cabelo na fronte e calvo atrás.


b) Segundo, as pessoas sábias discernem a vontade de Deus – v. 17 –
O próprio Jesus orou: “Não se faça a minha vontade, e, sim, a tua” (Lc 22:42) e nos ensinou a orar: “Faça-se a tua vontade, asssim na terra como no céu” . Nada é mais importante na vida do que descobrir e praticar a vontade de Deus. A coisa mais importante na vida é estar no centro da vontade de Deus.

 Sede imitador do Senhor Jesus por isso "sede santos como eu sou santo" (1Pedro 1:16).




domingo, 29 de maio de 2011

Jesus quer você e sua família



Venha para Cristo! Jesus é a razão e a finalidade de nossa existência!


Tenha uma vida vitoriosa e cheia de alegria na presença do Senhor Jesus!

Coração Abrasado






Coração Abrasado


Viver segundo a Graça de Cristo e a presença constante do Espírito Santo! 


Desejo que o Espírito Santo de Deus encha a tua vida e de todos os seus familiares com muita unção e graça!


Venha fazer parte da Família Wesleyana



Mauro de Souza (escritor e filósofo)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A intervenção de Deus em meio à Tragédia

Jó 1, 2, 42


1.Um esforço concentrado do inferno para destruir a família
A família está sendo bombardeada com arsenal pesado. Há torpedos mortíferos apontados para a família. É a crise conjugal. É crise dos jovens. É a crise dos valores.
A família está perdida. A educação moderna está perdida. As instituições não sabem o que fazer para reverter essa crise.


2.Seis áreas básicas que o inimigo tenta atacar em nossa vida
a)Nosso relacionamento com Deus
b)Finanças
c)Filhos
d)Saúde
e)Casamento
f)Amizades.




3.Deus proclama o caráter de Jó – 1.8
Deus conhece os que são seus. Deus conhece sua vida. Ele sabe quem é você. Ele sabe o que você não faz e o que você faz. Ele conhece seus pensamentos, seus desejos, seus sonhos. Deus elogia Jó pela sua piedade e integridade.


4.Satanás levanta suspeitas sobre as motivações de Jó – 1.9-11
Ele disse que Jó serve a Deus por interesse.
Disse que Jó serve a Deus porque Deus o tem enriquecido.
Satanás acusa Jó de amar mais o dinheiro, os filhos e a saúde do que a Deus.

5.Deus constitui Jó como seu advogado na terra – 1.12
Deus confia em Jó. Jó não sabia, mas ele havia sido constituído como advogado de Deus na terra ao passar pelas duras provas e revezes da vida. Se Jó naufragasse, era o nome e a reputação de Deus que estava em jogo.



I.OS TORPEDOS DO INFERNO NA FAMÍLIA DE JÓ
1.Satanás acatou os bens de Jó – 1.13-20
a)Ele usou homens – sabeus e caldeus roubaram e saquearam os rebanhos de Jó. Ele foi espoliado, roubado. Jó decretou falência. Foi à bancarrota. Abriu concordata.
b)Ele usou fogo – queimou ovelhas e servos (1.16).
Jó sendo o homem mais rico do Oriente, ficou pobre, sem crédito. Sua empresa faliu, seu negócio acabou.
A crise financeira é a crise de muitas famílias hoje. É o investimento que não deu certo. É o negócio que se frustrou. É a empresa que não reage. É a globalização que solapou sua estabilidade. É o jovem que sai da Faculdade sem perspectiva de emprego. É o pai de família que é mandado embora aos 50 anos e não arranja mais emprego.
Talvez um acidente, uma tragédia, uma mudança de política na empresa pegou você de surpresa e pôs sua vida financeira de cabeça para baixo. Tudo que você construiu durante anos foi de água para baixo.


2.Satanás atacou os filhos de Jó – 1.19
a)Jó era um pai exemplar (1.4,5) – Jó inspirava amizade no coração dos filhos (1.4). Ele tinha comunhão com os filhos (1.5). Ele santificava os filhos (1.5). Ele orava por todos os filhos (1.5). Ele orava pelos filhos de madrugada e continuamente (1.5). Ele priorizava a vida espiritual dos filhos.
b)Satanás atacou os filhos de Jó num dia de festa e comunhão familiar – Todos os filhos morreram num único desastre. Jó vai para o cemitério sepultar todos os seus 10 filhos de uma única vez. Sua dor é indescritível. Jó raspou a cabeça, mostrando que a sua glória havia apagado.
c)Os amigos de Jó o acusam – Disseram que a habitação de Jó havia sido amaldiçoada (5.3). Disseram que seus filhos haviam sido desamparados e destruídos (5.4). Disseram que seus filhos eram rebeldes e por isso Deus os havia destruído (8.4).
d)Quem sabe este é dilema da sua vida hoje – Há muitos filhos que estão sendo atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Há muitos pais e mães que estão chorando pelos filhos. Há muitos filhos que estão no mundo, no vício, no pecado. Quem sabe seus filhos são rebeldes, desobedientes e isso está acabando com você.



3.Satanás atacou a saúde de Jó – 2.4-6
Satanás achou que Jó amava mais a sua pele do que a Deus.
Jó então foi ferido: infecção, mau hálito, dor, pele necrosada, corpo encarquilhado. Raspava suas feridas com cacos de telha.
As pessoas cuspiam nele. Seus ossos ardiam. Formavam-se bolhas de pus e ele mordia nessas bolhas para aliviar sua dor.
Sua dor foi tão grande que ele: 1) Desejou morrer no ventre da mãe (3.11; 10.18); 2) Desejou morrer ao nascer (3.11); Desejou que os seios de sua mãe estivessem murchos para morrer de fome (3.12); 4) Procurou e desejou a morte, mas a morte fugiu dele (3.21,22).
Quem sabe você vive o drama de uma enfermidade na família, uma doença crônica, um diagnóstico sombrio e uma cirurgia iminente.




4.Satanás atacou o casamento de Jó – 2.9,10
A mulher de Jó não suportou a pressão. Ela estava acostumada com o sucesso e não com o sofrimento. Ela estava acostumada com as glórias da prosperidade e não com o vale da adversidade.
Ele se insurgiu contra Deus, blasfemou contra ele, ergueu os punhos contra o céu e ordenou seu marido a romper com Deus e morrer.
Jó enfrenta o drama da crise conjugal. Do abandono da esposa na hora da sua maior solidão e aflição. É a dor que supera o romance. É a revolta mostra a carranca. É a crise no casamento que se instala. É o divórcio do cônjuge e depois dos filhos.



5.Satanás atacou as amizades de Jó
Eles são amigos – Vêm de longe.
Eles são solidários – Choram
Eles acusam Jó de:
a)Dizem que Jó não é convertido – 22.21-30ç
b)Dizem que Jó é um pecador endurecido – 11.3
c)Dizem que Jó é rebelde contra Deus – 34.35-37
d)Dizem que Jó é hipócrita – 4.3-5
e)Dizem que Jó é adúltero – 8.6,7ç 22.5
f)Dizem que Jó é ladrão – 18.19
g)Dizem que Jó é explorador dos pobres – 22.6
h)Dizem que Jó é insensível às necessidades dos aflitos – 22.7,9
i)Dizem que Jó é louco – 5.2
Quem sabe seus amigos mais achegados se voltam contra você: é a decepção, a mágoa, a traição, a acusação insolente, injusta.




II. A ATITUDE DE JÓ DIANTE DO DRAMA DO SOFRIMENTO
1.Jó desaba com Deus sobre sua dor
Jó, na sua angústia levou aos céus 16 vezes a pergunta: POR QUE.
a)Por que estou sofrendo
b)Por que perdi meus filhos
c)Por que Deus não responde minhas orações
d)Por que perdi meus bens
e)Por que meu casamento acabou
f)Por que meus amigos me acusam
g)Por que Deus não me mata
Jó estava cheio de queixas. Ele levantou 34 queixas contra Deus.



2.Ninguém entendeu a causa do sofrimento de Jó
a)Satanás – Ele serve a Deus por interesse.
b)A mulher de Jó – Revolta-se contra Deus, abandona-o e pede ao marido para desistir de Deus e morrer.
c)Seus amigos – A causa são os pecados de Jó.
d)Jó – acha que suas aflições foram impostas por Deus.
e)Ninguém discerniu que era Satanás que estava atacando Jó. Ilustração: SARA.



III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DE JÓ
1.Deus não respondeu sequer um dos questionamentos de Jó, mas faz-lhe 70 perguntas.
Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra
Onde estavas tu quando eu espalhava as estrelas no firmamento.
Onde estavas tu quando eu punha limite nas águas do mar.
Deus mostrou para Jó sua soberania.
Quando não pudermos entender o que Deus está fazendo: podemos saber que ele está no controle e é nosso Pai.




2.Tudo que Satanás intentou contra Jó, Deus reverteu em bênção
Satanás tentou afastar Jó de Deus, mas Jó ficou mais perto do Senhor.
Satanás tentou destruir a confiança de Jó através do sofrimento, mostrando que Deus não era nem soberano nem amor; mas Jó se curva diante da soberania de Deus – Ilustração – O satanista que enviou uma compra para uma crente em necessidade.
Satanás tentou azedar o coração de Jó com mágoa de seus amigos, mas Jó intercede por eles.
Satanás tentou tirar tudo de Jó, mas Deus devolveu-o em dobro.
Jó compreendeu seis coisas:
1)Ele entendeu que não há crise que Deus não possa reverter – “Bem sei que tudo podes…” (42.2);
2)Ele entendeu que os desígnios de Deus não podem ser frustrados: “E nenhum dos teus desígnios pode ser frustrado” (42.2);
3)Ele admitiu que o seu conhecimento de Deus era superficial – “Eu te conhecia só de ouvir” (42.5);
4)Ele passou a conhecer a Deus de forma mais profunda a pessoal – “… mas agora os meus olhos te vêem” (42.5);
5)Ele reconheceu sua precipitação no falar – “Na verdade falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (42.3);
6)Ele passou a conhecer profundamente a si mesmo – “Por isso me arrependo no pó e na cinza” (42.6).




3.Deus restaurou a sorte de Jó
Deus restaurou todas as áreas atingidas na vida de Jó:
a)Deus restaurou os bens de Jó – dando-lhe o dobro. Hoje Deus pode por em ordem sua vida financeira. Ele pode reerguer você. Ele é o Deus da provisão.
b)Deus restaurou a saúde de Jó – Viveu mais 140 anos. Ele viu seus filhos e os filhos de seus filhos. Ele teve uma vida longa e feliz. Deus pode curar suas enfermidades. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus filhos crescendo, se casando. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus netos e sendo instrumentos de bênção no mundo.
c)Deus restaurou o casamento de Jó – O casamento de Jó foi curado, transformado. Acabou a mágoa, a revolta, o esfriamento. Deus é especialista em reparar vasos quebrados. Para Deus não há causa perdida nem casamento perdido. Talvez você pensa que o divórcio é a única saída. Mas Jesus pode transformar a água em vinho.
d)Deus restaurou os filhos de Jó – Agora, Jó tem 10 filhos no céu e 10 filhos na terra. Não deu o dobro, porque não perdemos os nossos filhos com a morte. Seus filhos são filhos da promessa. Não abra mão de seus filhos. Aqueles filhos que hoje podem estar lhe trazendo dor, amanhã serão baluartes nas mãos de Deus.
e)Deus restaurou os amigos de Jó – Em vez de guardar mágoa das pessoas que falam mal de você, ore por eles. Porque através da intercessão Deus vai curar você e perdoar seus amigos.




Você é um vaso do Senhor


O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. 


1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.




3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho


IMW CECAP - TAUBATÉ